27 27UTC janeiro 27UTC 2008

Há um tempo atrás, eu me apavorava com perguntas do tipo " E se eu ficar sozinha pra sempre?" " E se nenhum homem nunca me amar?", e lá se iam noites e noites de sono. Hoje a solidão não me preocupa mais. Eu já me acostumei tanto a ser sozinha, que eu simplesmente me habituei e tomei gosto pela coisa.
É tão bom ficar em casa lendo um livro, vendo um filme, ou até mesmo ir ao cinema sozinha, por que não? Eu me considero uma doce e agradável companhia. Natural que às vezes eu me sinta carente, que eu sinta falta de alguém para compartilhar a minha vida. Seria até estranho se eu não me sentisse assim de vez em quando. Mas isso é absolutamente normal, e eu não vou fazer disso a preocupação da minha vida.
As pessoas têm que aproveitar aquilo que a vida oferece. Se você encontrou alguém, é ótimo ter alguém pra chamar de seu, pra compartilhar momentos tristes e felizes. Se você não encontrou, ótimo também. Quando estamos sozinhos temos mais tempo e disponibilidade para tirar nosso planos do papel. Eu vou ter que discordar de Tom Jobim, o amor é fundamental, mas é possível ser feliz sozinho.
12 12UTC janeiro 12UTC 2008
(A persistência da memória,Salvador Dalí)
Todo mundo nasce com sonhos. As crianças têm os sonhos mais inacreditáveis, as vezes até irrealizáveis. Depois, na adolescência, os nossos sonhos se tornam mais viáveis. Muitas vezes só precisamos de força de vontade e determinação para rea lizá-los.
Com o tempo, parece que nossos sonhos vão morrendo. Abrimos mão por medo de arriscar, de levar um não. Quando éramos crianças, não tínhamos medo nem vergonha dos nossos sonhos absurdos. Depois que crescemos temos receio de parecermos infantis e sonhadores, e nos obrigamos a mantermos os pés na realidade.
Eu sempre admirei pessoas corajosas, que correm atrás dos sonhos, que enfretam qualquer barreira e abrem mão de tudo por uma causa. Essas pessoas sofrem, choram e gemem, mas não se importam com a dor e sim com as recompensas.
Mas eu sinto muita pena das pessoas medrosas, pessoas acomodadas que tinham tudo para darem certo, para fazerem a diferença, mas preferem se tracafiarem em uma vidinha medíocre, normal como da maioria das pessoas.
Meu maior medo é ter uma vida medíocre. Ver o tempo passando e não ver nada de importante na minha vida,ser uma pessoa normal. Eu quero ser simples, não normal. Quero que na hora da minha morte eu tenha a plena consciência de que na minha vida eu fiz algo grandioso.
3 03UTC janeiro 03UTC 2008
E mais um ano começa. 2007 passou como um cometa, quem piscou nem viu. Foi um ano bom pra mim. Eu entrei para a faculdade, descobri muitas coisas, entre elas que eu não sei nada da vida ainda.
Eu me lembro que no final de 2006 eu fiz várias promessas para 2007. Uma dessas promessas era juntar algumas roupas, calçados e acessórios que eu não usasse mais e levar a um lar de meninas perto da minha casa. Eu não levei. Não por falta de tempo, não é possível que em 365 dias eu não tivesse um horário vago para fazer uma boa ação. Não levei por falta de interesse mesmo, excesso de preguiça e comodismo.
Outra promessa era retomar algumas amizades que ficaram perdidas no tempo. Mas nem sequer dei um telefonema, e nesse caso foi excesso de orgulho. Se eles não me ligam por quê eu haveria de ligar??? Não liguei, mas reclamei o ano inteiro o quanto eu era sozinha e que não tinha amigos.
Não prometo nada para 2008. Aliás, prometo sim, prometo ser um pouquinho melhor do que fui em 2007. Só um pouquinho, nada de exageros, para não ficar difícil de cumprir. Quem sabe assim, melhorando um pouquinho cada ano que passa, em 2015, eu seja ao menos a metade da pessoa que eu pretendo ser, que faz boas ações e liga para os amigos.
Feliz 2008!!!